terça-feira, 28 de junho de 2016

NO FECOMERCIOSP

Guido acompanha visita do apresentador do 
‘Manhattan Connection


O presidente do Sincomércio/Pontal, Guido Denippotti, acompanhou nesta segunda-feira, 27, a visita do economista Ricardo Amorim à FecomercioSP. Amorim apresenta o programa “Manhattan Connection”, exibido pela Globo News.
Considerado o economista mais influente do Brasil, segundo a revista Forbes International, e uma das 100 pessoas mais influentes do país (revista Forbes Brasil), Amorim esteve na FecomercioSP para fazer o lançamento do seu livro “Depois da Tempestade”.

POSTOS DE TRABALHO

Varejo paulista eliminou mais de 10 mil empregos formais em abril

Em abril, o comércio varejista no Estado de São Paulo eliminou 10.540 empregos com carteira assinada, resultado de 70.016 admissões e 80.556 desligamentos. É o pior saldo para o mês desde o início da apuração dos dados pelo Ministério do Trabalho, em 2007. Com isso, o estoque ativo de trabalhadores do varejo paulista atingiu 2.072.771 no mês, redução de 3,5% em relação a abril de 2015 e o patamar mais baixo desde abril de 2012.
Desde 2012, o primeiro quadrimestre se caracteriza pela extinção de empregos formais no comércio varejista paulista, porém o que chama a atenção neste ano é a aceleração deste movimento. Somente nos quatro primeiros meses do ano foram 57.258 vínculos perdidos. No mesmo período do ano passado, 42.259 postos de trabalhos celetistas foram eliminados. Analisando o saldo acumulado em doze meses, de maio a abril, são 75.440 empregos eliminados - pior resultado da série histórica. No ano passado, com a mesma base de comparação, já era notada uma estagnação do mercado de trabalho, com a tímida geração de 651 novos empregos.
Os dados compõem a Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, calculado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
Das nove atividades pesquisadas, apenas o estoque de trabalhadores do segmento de farmácias e perfumarias (2,4%) cresceu em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os destaques negativos foram registrados nos setores de concessionárias de veículos (-9%), eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-8,8%) e lojas de móveis e decoração (-7,5%).
De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o varejo entrou em um círculo vicioso de difícil resolução. A queda do consumo, em decorrência da inflação elevada e da diminuição da renda, gera desemprego por toda a cadeia produtiva e de distribuição. A Federação pondera que a redução da massa salarial fortalece o movimento de queda nas vendas e consequentemente de geração de emprego (ou garantia dos postos de trabalho já existentes).
Com relação aos dados por ocupações, as funções que registraram as maiores perdas foram os vendedores e demonstradores, com a eliminação de 3.820 postos de trabalho em abril. A segunda maior redução ocorreu com os escriturários, com eliminação de 1.138 empregos, seguidos pelos gerentes de áreas de apoio (-640 vagas).
A entidade explica que no ambiente de incertezas e de baixa confiança dos agentes econômicos que vive o País, a alteração deste quadro de desemprego é improvável. Mesmo que tais variáveis mostrem melhora, a FecomercioSP acredita que fica cada vez mais claro que teremos um ano marcado por fechamento de vagas a níveis bem superiores que o visto ano passado. 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Sincomércio recebe pauta da Convenção Coletiva de Trabalho

    Nesta quinta-feira, 16, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Pontal do Paranapanema e Alta Paulista, Guido Denipotti, recebeu das mãos da presidente do Sincomerciário (Sindicato dos Empregados no Comércio de Presidente Venceslau e Região), Nadir Almeida, a pauta de reivindicação para Convenção Coletiva de Trabalho.
Após avaliar a pauta, o Sincomércio convocará assembleia para deliberação, podendo enviar contraproposta para fechamento de acordo.
A data base da categoria vence em 31 de agosto, mas já há uma predisposição dos dois sindicatos em definir o acordo com antecedência.
A Convenção Coletiva de Trabalho contempla cláusulas econômicas e sociais.
A possibilidade de um acordo antecipado, segundo Guido, reflete o momento de crise econômica por qual o Brasil vem atravessando. “Entendemos a grave crise que o país atravessa, consideramos que as medidas que o novo governo vem tomando são corretas e que seja necessário um tempo de maturação para retomada do crescimento”, disse ele.
Guido ressaltou que nesse momento mais do que corrigir o valor de compra, torna-se necessário a manutenção dos empregos. Sobre isso, lembrou que, em março último, conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, a região de Venceslau teve saldo negativo na geração de empregos formais no comércio. “Foram 214 desligamentos e apenas 206 admissões apenas em março”, disse ele.
“Nossa preocupação é reverter esse quadro e aumentar o número de contratação no comércio”, reforçou, enfatizando que “o interesse maior é o bem estar do comércio para suprir a crise junto” (patronal e laboral). “Nesse sentido, afirmou que já há um sentimento das duas partes”, completou.
Guido lembrou que, nos últimos anos, os comerciários tiveram um aumento real de mais de 30% em seus salários, e que a cada R$ 1,00 per capita pago à categoria, 2% retornam para o próprio comércio.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Pessimismo do empresário do comércio
 faz índice de expansão continuar em baixa


O Índice de Expansão do Comércio (IEC) continuou sinalizando pouca disposição dos empresários para expandir os negócios e, em maio, atingiu 65,5 pontos, elevação tímida de 0,2% na comparação com abril, quando o indicador atingiu o menor patamar da série histórica iniciada em 2011. Em relação a maio de 2015, a redução foi de 18,4%. Com isso, o indicador mantém-se há 16 meses abaixo dos 100 pontos, o que sinaliza pouca disposição para investir ou contratar por parte dos empresários.
A pesquisa é realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Segundo a entidade, a deterioração da economia e o agravamento da crise política mostram que o momento está ruim para investir e impróprio para contratar. Isso explica o comportamento de demissões do varejo paulista, que já eliminou quase 72 mil postos de trabalho formal nos últimos 12 meses.
O Nível de Investimento das Empresas (um dos indicadores que compõe a pesquisa e sinaliza se o empresário está ou não disposto a investir em novas instalações ou equipamentos) teve leve elevação de 0,1% em relação a abril, ao passar de 56 para 56,1 pontos. Na comparação anual, foi registrada queda de 17,3%.
O subíndice Expectativas para Contratação de Funcionários (o outro componente do IEC) também registrou leve alta, de 0,3%, na comparação com abril e atingiu 74,9 pontos, ante 74,7 no mês anterior. Porém, em relação a maio de 2015, o valor é 19,2% inferior e, apesar da alta mensal, o indicador segue próximo à mínima histórica.
A pesquisa mostra ainda que 70,8% dos donos de empresas entrevistados ainda pretendem reduzir o quadro de funcionários. A taxa de desemprego já se aproxima dos 11%, e quase 3 milhões de postos de trabalho formal deverão ser fechados em 2016 em todo o Brasil, segundo projeção da FecomercioSP.
No entendimento da Federação, a tendência para os próximos meses é de continuidade das demissões. A mudança no governo e o anúncio de medidas para enfrentar os desequilíbrios econômicos, porém, podem ter efeito positivo na confiança dos agentes e estimular a retomada gradual dos investimentos.
A entidade acredita que, aos poucos, a percepção otimista dos empresários deverá ser recuperada com o final do impasse em Brasília. Novas perspectivas vão se abrir se as novas diretrizes da economia tiverem respaldo político para sua implementação. De qualquer maneira, ainda segundo a FecomercioSP, não há como uma eventual recuperação modesta reverter, a curto prazo, todo o quadro de deterioração econômica em curso.
Sincomércio/Pontal
A mesma avaliação é feita pelo Sindicato do Comércio Varejista do Pontal do Paranapanema e Alta Paulista. De acordo com o presidente da entidade, Guido Denippotti, as mudanças na economia surgirão efeito a partir da estabilidade política do novo governo. Guido lembrou que Temer já sinalizou medidas que ajudarão na retomada do crescimento, entre as quais, a flexibilização das leis trabalhistas e ajustes para reduzir o déficit público. 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

OTIMISMO

Sincomércio/Pontal aprova primeiras 
medidas econômicas de Temer



O Sindicato Patronal do Comercio Varejista do Pontal do Paranapanema e Alta Paulista aprovou as primeiras medidas econômicas do novo governo anunciadas nesta terça-feira, 24. Segundo o sindicato, elas estão no sentido correto.
“A principal delas envolve o estabelecimento de um teto para o crescimento dos gastos públicos igual à inflação do ano anterior. Isso garantiria a estabilização das despesas primárias em relação ao PIB, e até a redução dessa proporção diante de uma eventual retomada do crescimento”, afirmou o presidente do Sincomércio/Pontal e Alta Paulista, Guido Denippotti.
Segundo ele, a expressão de ordem do novo governo tem sido a necessidade de se restabelecer a confiança de consumidores, empresários e investidores, a qual, por sua vez, está relacionada à capacidade da nova equipe de garantir a sustentabilidade da dívida pública.
Para o Sincomercio/Pontal e Alta Paulista, ainda que de forma incipiente, os indicadores de confiança parecem estar respondendo positivamente ao desfecho da crise política. “O Índice de Confiança do Consumidor da FecomercioSP, por exemplo, subiu de 87,7 pontos em abril para 90,9 pontos em maio. Apesar da queda no componente que mede a avaliação em relação às condições econômicas atuais (que recuou 8,7% em maio e atingiu 47,4 pontos, o menor valor da série histórica), o índice de expectativas subiu 7,5% no mês e chegou a 119,9 pontos, o maior valor desde novembro do ano passado”, considerou Guido.
Os indicadores variam de 0 a 200 pontos, sendo que valores acima de 100 indicam otimismo por parte dos consumidores. Ou seja, embora pessimistas em relação às condições econômicas atuais - reflexo da inflação elevada, dos juros altos e do aumento do desemprego -, cresceu o otimismo a respeito do futuro.
 Outro ponto importante observado pela entidade é o comportamento semelhante que vem sendo observado entre os empresários do comércio. Embora a avaliação das condições atuais tenha ficado em 38,9 pontos em abril - último dado disponível -, o índice que mede as expectativas atingiu 117,4 pontos no mês, o maior valor desde julho de 2015.
 Para o Sincomercio/Pontal e Alta Paulista, a retomada consistente da confiança é fundamental para o crescimento do consumo e dos investimentos, porém, depende principalmente da aprovação do teto para os gastos públicos no Congresso, bem como do avanço em outras medidas como a reforma da previdência, a modernização das leis trabalhistas e a retomada das concessões.
 Sobre o Sincomercio/Pontal
O Sincomercio – Sindicato Patronal do Comercio Varejista do Pontal do Paranapanema e Alta Paulista é a principal entidade sindical do Pontal do Paranapanema e Alta paulista do setor do comércio. Sua representação atinge cerca de 4000 empresas do comércio varejista.


Em março, oito postos de trabalho formal são

fechados no Pontal do Paranapanema


Conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, em março último o comércio varejista no Pontal do Paranapanema eliminou oito postos de trabalho formal. O saldo negativo é resultado de 206 admissões e 214 desligamentos. Com isso, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista do Pontal do Paranapanema e Alta Paulista, já são 49 vagas a menos em 2016.
No primeiro trimestre deste ano foram 551 admissões e 600 desligamentos. No acumulado em 12 meses, considerando os saldos de abril/15 a março/16, há uma perda de 121 empregos formais, contabilizando 2.186 admitidos e 2.307 desligados. De acordo com o Sincomércio/Pontal, o varejo do Pontal do Paranapanema encerrou o mês com 5.675 trabalhadores ativos.
“A redução do mercado de trabalho do comércio varejista da região afetou mais fortemente os segmentos de supermercados e materiais de construção, tanto no primeiro trimestre quanto no acumulado em 12 meses”, afirmou o presidente do Sincomércio/Pontal, Guido Denippotti, citando que, em doze meses juntos, esses dois setores do varejo fecharam 81 postos de trabalho com carteira assinada.
Ao avaliar a movimentação da mão de obra nos 10 municípios que compreendem a base do Sincomércio/Pontal, quatro deles apresentaram um saldo negativo, com destaque para o varejo de Rosana, que fechou 10 vagas em março.
“Nos três primeiros meses deste ano, apenas três municípios da base do Sincomércio/Pontal geraram vagas, mas de forma pouco significativa”, disse Guido, ao lamentar saldos negativos em Rosana (-28 vagas) e Presidente Epitácio (-11 vagas). No caso de Presidente Epitácio, por exemplo, nos 12 meses acumulados de 2015, ocorreram o fechamento de 94 postos de trabalho formal.
No caso de Presidente Venceslau, nos três primeiros meses deste ano, foram abertas 20 vagas e fechadas 22, com saldo negativo de 2 vagas. Em 12 meses, Venceslau eliminou 22 vagas de empregos formais no comércio.